Passageiros de Salesópolis e Biritiba reclamam de problemas na linha 311

Passageiros de Salesópolis e Biritiba reclamam de problemas na linha  311

Os passageiros que pegam ônibus nas cidades de Salesópolis e Biritiba-Mirim têm se queixado de problemas na linha 311. Ela é uma das linhas da EMTU responsáveis por ligar ambas as cidades, que ficam no extremo leste da Grande São Paulo – já na divisa com a região do Vale do Paraíba – a Mogi das Cruzes, uma das principais cidades da região. As queixas vêm desde o início do mês.

Entre as principais reclamações, está a retirada de cobradores da linha. Eles alegam que o percurso sofreu um aumento no tempo de viagem após a medida. De acordo com eles, o tempo de viagem aumentou de 20 minutos a uma hora. Cláudio, que utiliza a linha com frequência, conta que precisa optar pelo ônibus por uma questão de custos, mas que tem sido difícil usar a linha. “Quem tem que cobrar a passagem [agora] é o motorista. Com essa nova situação, a viagem que levava, em média, 60 a 70 minutos, está levando até duas horas nos horários de maior lotação”, contou.

Várias tarifas

Os usuários alegam ainda que a situação piora devido às diferentes tarifas existentes na linha. Isso porquê a tarifa da linha 311 é dividida em cinco sessões: a integral (R$7,90), entre a Petrobrás e Biritiba (R$6,40), entre a Petrobrás e Remédios (R$5,35), entre Remédios e Biritiba (R$4,85) e entre Remédios e Mogi (R$7,00). Ao embarcar, o usuário deve informar ao cobrador (e agora, ao motorista) em qual local irá desembarcar. Sendo assim, o funcionário seleciona, em uma botoeira, a tarifa que corresponda ao trecho usado pelo passageiro.

Paula, outra moradora de Salesópolis e usuária da linha, reconhece que o fim dos cobradores é uma medida que virou tendência em algumas cidades, mas alerta que esta particularidade deve ser levada em conta no caso da linha 311. “Sabemos que isso já acontece em muitas cidades, mas o nosso problema é que não é somente uma tarifa, mas sim várias. Além disso tem que usar diversos códigos para liberar a catraca, fato que vai fazer a viagem ser ainda mais demorada, cansativa e estressante”, pontua.

Botoeira de seleção de tarifa usada em linhas da EMTU com mais de um valor. Foto: Divulgação/Benfica BBTT

Os moradores atribuem a ausência dos cobradores um acidente que ocorreu este mês com um ônibus da EMTU na região. Enquanto trafegava pela Rodovia Mogi-Salesópolis, o ônibus acabou colidindo na traseira de um caminhão carregado com toras de madeira. A EMTU negou que esse tenha sido o motivo, e disse que, de acordo com a empresa operadora, o ônibus colidiu ao desviar de um terceiro.

Acidente com ônibus da linha 311. Imagem: Redes sociais

Autoridades

As reclamações foram tantas que o problema foi parar na Câmara Municipal de Salesópolis. De acordo com o vereador Claudinei Oliveira, que protocolou uma indicação na casa, todos os vereadores concordaram em buscar uma solução junto à empresa (Consórcio Unileste/ATT). A indicação recebeu a assinatura do parlamentar no início do mês, mas ele a divulgou na última segunda-feira.

Ele pediu a intervenção do prefeito Vanderlon Gomes no caso. Além disso, o parlamentar disse estar buscando reuniões junto aos departamentos estaduais responsáveis pela linha (neste caso, EMTU e Secretaria de Transportes Metropolitanos.)

Já a EMTU, em nota, esclareceu que ela permite ausência dos cobradores nas linhas comuns, desde que o índice dos passageiros que pagam a tarifa em dinheiro por quilômetro rodado seja inferior à 1. De acordo com o órgão, na linha 311, esse índice está em 0,36. Ela disse ainda que as linhas com mais de uma tarifa também podem rodar sem o profissional. Para isso, elas devem dispor de tecnologia para cobrar as tarifas diferentes por meio da bilhetagem eletrônica. Segundo a estatal, a linha 311 conta com essa tecnologia.

Além disso, ela pontuou que a linha passou por 14 fiscalizações entre janeiro e fevereiro e que, quando há irregularidades, a empresa que a opera sofre sanções de acordo com o contrato.

Por fim, a EMTU afirmou que, desde o dia 12/02, a linha opera com mais veículos aos sábados e domingos, e que a fiscalização acompanha a linha de forma permanente.


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