Usuários devem ficar atentos para não fazer cartão de crédito com o TOP

Usuários devem ficar atentos para não fazer cartão de crédito com o TOP

Os passageiros da Grande São Paulo devem ficar atentos para não acabar fazendo um cartão de crédito com o TOP, se não quiserem. Isso porque a opção de não ativar o cartão de crédito ao se cadastrar no Cartão TOP fica um tanto escondida. O novo bilhete inclui a função de cartão de crédito e débito desde seu lançamento, em Novembro.

Por padrão, ao pedir o TOP, a opção de criação de uma conta digital – conta bancária aberta via internet – ou de um cartão de crédito vem marcada. Caso o usuário não deseje estes serviços, ele deve marcar uma caixa de seleção que indica a opção apenas pelo cartão de transporte. Ela fica no meio dos termos de uso dos serviços do TOP, e aparece ao rolar a tela um pouco para baixo. A opção é visível no primeiro acesso ao app, ou ainda a quem já está conectado e vai pedir um novo cartão, por exemplo.

Cartão de crédito TOP
Parte dos termos de uso do TOP que mencionam a opção apenas para cartão de transporte.

Para fazer um cartão novo, o usuário deve ainda marcar que leu e concordou com todo o termo, bem como com as políticas de privacidade. Caso o cliente não desmarque a opção dita acima, um cartão de crédito vinculado ao banco das lojas Pernambucanas – com taxa de anuidade de pouco mais de R$200 ao ano. Apesar disso, a gestora do TOP menciona que a aprovação da função está sujeita a análise.

Críticas

A função hibrida do cartão rendeu críticas de especialistas no setor. O LabCidade, que reúne pesquisadores das áreas de arquitetura e urbanismo da USP, classificou a situação como “financeirização da cidadania”. De acordo com o laboratório, o processo consiste em fazer com que os cidadãos precisem passar por circuitos do mercado financeiro para ter acesso a serviços públicos. Além disso, a entidade mostra preocupação com a forma de uso dos dados dos passageiros pelo mercado. “Esta solução privatiza os dados dos usuários, deixando-os à disposição da empresa, sem sabermos exatamente para quem e para quê estes dados serão passados.”, diz ela.

O LabCidade destaca ainda que os passageiros terão que fazer o cartão para continuar usando a integração entre ônibus e trens. De acordo com ele, isso se torna um atrativo para as fintechs financeiras como a que compartilha a gestão do TOP. “Devemos também  ficar atentos também às “facilidades” prometidas pelo aplicativo. [Elas] prometem solucionar todos os problemas da cidade a partir de uma tecnologia neutra e eficiente, mas que podem criar outros problemas. [Por exemplo] a discriminação das pessoas a partir dos dados gerados por elas e oferecimento de serviços e produtos a partir do cruzamento dos dados coletados com outras bases.”, conclui.


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