Em média, linhas da Miracatiba estão realizando mais de 400 partidas a menos por dia


Observando as recentes reclamações a respeito da demora dos ônibus e de superlotação, nas nossas redes sociais, nas linhas da Viação Miracatiba, fizemos um comparativo do número de viagens que a empresa realizava em dezembro do ano passado e que ela está realizando em novembro desse ano.

Somando todas as partidas, todos os sentidos, em todos os dias da semana (desconsiderando as linhas 451 e 551VP1, que não tínhamos os dados para comparação), a empresa está efetuando cerca de 420 partidas, em média, a menos que no final do ano passado. Para efeito de comparação, é como se as linhas 032 e 239 tivessem deixado de operar.

Quem puxa essa conta pra baixo são as linhas 032 – Itapecerica da Serra (Pq. Paraíso) x São Paulo (Pinheiros) -, que perdeu 100 partidas no total, e 395 – Itapecerica da Serra (Jd. das Oliveiras) x São Paulo (Metrô São Judas). Esta última sofreu sucessivos cortes de horários após a inauguração das novas estações da linha 5 – Lilás do Metrô, até ser completamente extinta, perdendo todas as suas 120 partidas de dias úteis, 84 de sábados e 56 de domingos.

Como forma de “compensação”, as partidas da linha 513, que liga o Jd. das Oliveiras ao Metrô Capão Redondo, foram aumentadas. No final do ano passado, eram feitas 170 partidas nos dias úteis, 100 aos sábados e 72 aos domingos. Agora, são 206 nos dias úteis, 122 aos sábados e 102 aos domingos. Porém, nota-se que o número de partidas inseridas na linha 513 é demasiadamente menor que o número de partidas retiradas da linha 395.

Recentemente, recebemos diversas mensagens de passageiros relatando que as linhas da empresa rodam com número de ônibus abaixo do estipulado pela EMTU, o que prejudica diretamente o cumprimento dos horários e o planejamento das viagens por parte dos passageiros.

E esses são apenas alguns dos perrengues que o passageiro do transporte metropolitano enfrentam por conta da desorganização, falta de compromisso por parte da empresa e da omissão e falta de estrutura por falta do poder público.

Compartilhe esta notícia: