Ponte dos Barreiros estaria em deterioração desde 2002, diz deputado


Interditada desde o dia 29, a Ponte dos Barreiros, que faz a ligação entre parte continental e ilha de São Vicente, estaria em estado de deterioração desde o ano de 2002. Ela foi inalgurada pelo Governo do Estado de São Paulo em 1995.

A afirmação foi feita pelo deputado Ten. Coimbra, com base em dados obtidos junto ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo), mesmo órgão que apontou a necessidade de interdição, devido a “iminente risco de colapso”. Foi informado ainda que houve diversos alertas “para as péssimas condições da Ponte, bem como a necessidade urgente de reformas.”

O parlamentar relatou ainda que um relatório de Janeiro deste ano apontava que a estrutura, no estado em que se encontrava, poderia ser usada por, no máximo, mais 180 dias e que, nesse período, obras de recuperação deveriam ser executadas; prazo que teria se encerrado em 15 de Julho.

O projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, em sua chamada “Fase 3”, que ligará o Terminal Barreiros ao Terminal Samaritá, ambos em São Vicente, passando por Praia Grande, consta que a travessia sobre o Mar Pequeno, que separa as duas áreas de São Vicente, será feita utilizando o mesmo tabuleiro da Ponte dos Barreiros.

Segundo a EMTU, as obras de implantação do VLT contemplariam uma reforma integral na ponte, mas apenas quando as obras do VLT fossem iniciadas. No mesmo documento, consta que “a responsabilidade civil sobre eventuais colapsos e monitoramento da restrição contínua sento a Prefeitura de São Vicente”, segundo o deputado, que pediu explicações ao Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

A interdição da ponte, determinada pela justiça com base nos dados do IPT, acarretou na necessidade de desvios em 15 linhas intermunicipais da região, aumentando o tempo de viagem nelas em até 70 minutos. Essa semana, a EMTU elaborou um plano emergencial, onde foram criadas três linhas semiexpressas, ligando alguns bairros de São Vicente à cabeceira continental da Ponte dos Barreiros, onde os passageiros podem atravessar a pé e fazer integração com outras linhas intermunicipais ao chegar ao outro lado.

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