ARTESP intensifica fiscalização na região de Campinas após onda de reclamações
A ARTESP intensificou no início desta semana ações de fiscalização nas linhas intermunicipais que ligam as cidades da Região Metropolitana de Campinas. O motivo é uma onda recente de reclamações que foram compartilhadas na imprensa local e nas redes sociais. Sites e páginas como a da EPTV, emissora local, e Rádio Digital Pop, compartilharam a rotina de alguns passageiros durante os últimos 15 dias, reunindo reclamações sobre o transporte da região.
A ação tem ênfase nas linhas que ligam os municípios de Sumaré, Hortolândia e Campinas. Segundo os relatos enviados pelos passageiros à imprensa local, um dos principais problemas é o cancelamento de viagens, com consequente superlotação nos ônibus dos demais horários. Entre as linhas reclamadas estão a 654, 696, 699, 700 e 708, por exemplo. Alguns vídeos gravados mostram terminais e pontos da região com filas que, de acordo com os passageiros, seriam o resultado da falta de ônibus.
Segundo dados da agência que fiscaliza o transporte público no estado, nas duas ultimas semanas, só na região de Campinas, foram mais de 1.200 partidas canceladas. Os números mostram ainda que as linhas mais prejudicadas foram a 636, 659, 694, 700 e 701. Além disso, outras 1.500 partidas teriam ocorrido com atraso. Em nota à EPTV, o Consórcio Bus+, operador das linhas da Região Metropolitana de Campinas, além de alegar falhas pontuais, como problemas mecânicos em um veículo da linha, citou como outro problema a falta de motoristas. A empresa disse ainda que está criando um programa de formação de condutores (as chamadas “escolinhas”) para ajudar na geração da mão de obra qualificada. Além disso, ela alegou que gargalos no trânsito, como na rodovia Campinas-Monte Mor (SP-101), impactam a regularidade das linhas.

Acompanhamento
Com as diversas críticas, a ARTESP realizou acompanhamentos principalmente nos horários de pico. Os agentes estão verificando principalmente o cumprimento das partidas, lotação dos veículos e condições da frota. Eles acompanharam a operação tanto nos pontos finais quanto no meio do trajeto.
Durante os trabalhos já realizados, os fiscais encontraram problemas estruturais em alguns ônibus, e até mesmo uma falha mecânica que cancelou uma viagem durante a fiscalização, fazendo com que os passageiros esperassem a próxima partida, que ocorreu com atraso.
Trata-se da segunda ação intensiva neste ano, já que em Março houve outro acompanhamento. Segundo divulgado pela EPTV, o Consórcio Bus+ já foi autuado cerca de 900 vezes entre os meses de março e setembro. Como não houve a correção dos problemas identificados naquela oportunidade, houve a instauração de um processo administrativo por descumprimento contratual.
Em entrevista, o superintendente de transporte coletivo da ARTESP, Felipe Freitas, disse que a agência está em um período de análise comparativa dos dados reunidos pela fiscalização, para posterior início de um processo de caducidade do contrato. Caso ocorra a caducidade, outra empresa assumiria a operação das linhas da região.
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